6 de set. de 2015

II Congresso Ibero-Americano de Investigação de Musicoterapia




O Congresso foi realizado nos dias 6 à 8 de agosto de 2015 em Buenos Aires - Argentina.

A realização do congresso tem como intuito de difundir a importância e incentivo aos profissionais a terem um olhar de pesquisadores em seus atendimentos, para assim difundir e mostrar a eficácia da ação terapêutica da Musicoterapia, em suas cidades, estados e países.

Karina Daniela Ferrari, presidente do congresso relata que este ano foi permitido um intercambio amplo por estar abrindo a participação de outros profissionais não somente da saúde mas também da música que atuam em benefício aos que estão em sofrimento, seja psíquico, físico e emocional, resultando um verdadeiro trabalho interdisciplinar.
"Interconexão cientifica de Música e Saúde" diz Karina D. Ferrari.

Houve a participação dos países da America Latina, Portugal e Espanha (México, Colômbia, Argentina e Brasil etc), como palestrantes ou expositores de pôster, com relatos de suas experiencias com pesquisas e de suas atuações em atendimentos em instituições e atendimentos particulares. O Dr. e musioterapeuta John Carpent que trabalha com o modelo criativo de Nordoff Robbins nos deu o prazer de apresentar o seu trabalho realizado com sujeitos que sofrem de transtornos de desenvolvimento neurológico e seus trabalhos como avaliador em sues atendimentos no Individual Music-Centered Assessment Profile for Neurodevelopmental Disorders (IMCAP-ND).

Teve a participação de mais de 30 musicoterapeutas brasileiros, como Lia Rejane, Martha Negreiro, Claudia Zanini, Rita Dutra, Marilena Nascimento, Luisiana L. Passarini, Clara M. Piazzetta, Andrea Farnettane, Andreia Bagi, Fabricia Santana, Igor Ortega, Gustavo Gattino, Gustavo Araujo, Erci Kimi, Michelle de Mello, Mary Penna, Nanci Santiago, Talita Passoni, Mariana Caribé, Fernanda Motta, Juliana Carvalho, Marli Bahia, Simone Tibúrcio, Daniel Sodré, Irene Bertschinger, Andrea Alvin, Mariane N. Oselame, Teresa Raquel, Ludmila C. S. Poyares e outros.

Houve participações de outros países que representam a formação geográfica dos Países da Península Ibérica e da América Latina (Espanha, Portugal, Colômbia, México, Argentina, Brasil, Uruguai e outros), com alguns musicoterapeutas como Patrícia Pelizzari, Gabriel Federico, Karina Ferrari, Gina Ramos, Lu Downes, Naty Vercellino, Flávia Mancini e outros.

Ocorreu no Congresso apresentações sobre vários temas relacionados a Música, Ciência, Saúde Mental, Musicoterapia, Filosofia, Psicologia, Profilaxia e Educação com informações dos grandes profissionais que atuam em áreas distintas em prol da saúde do sujeito desde criança, adolescentes, jovens adultos, adultos e idosos.

Este Congresso é coordenado pelos musicoterapeutas Lic. Karina D. Ferrari e do Dr. Gustavo Gattino.



foto oficial dos participantes no II GIIMT


 II GIIMT

foto dos brasileiros participantes
(clique na todo a cima e veja todos os momentos do congresso)


30 de ago. de 2015

Oliver Sacks, um Neurocientista que Ama a MÚSICA


É com muito pesar que falece hoje dia 30 de agosto de 2015, o maior divulgador da Musicoterapia, neurologista e escritor Oliver Sacks aos 82 anos.

 O neurocientista que em suas pesquisas cientificas sempre relata que a música tem um poder transformador em pacientes com quadros clínicos de Parkinson e Alzheimer, comprovando a eficácia e a importância de uma vida sonora a qualquer sujeito e que há uma transformação, seja emocional, física, psíquica e social.

Em seu livro "Musicophilia - Talles of music and the bain"  (titulado no Brasil -"Alucinações Musicais") no prefácio Sacks relata que "A música expressa apenas a quintessência da vida e dos eventos, nunca a vida e os eventos em si"...Ouvirmos música não é apenas algo auditivo e emocional, é também motor. "Ouvimos música com nossos músculos" já dizia Nietzche.

Nestas palavras vejo cada vez mais que o ser humano nunca poderá ser um sujeito sem a sonorização, hoje estamos vivendo a pausa, o silencio de um grande estudioso e propagador da Musicoterapia. Que esta pausa nos dê uma abertura para novos outros conhecimentos e assim possamos construir mais e mais uma orquestra de lindos estudos científicos com a músicaXciênciaXser humano que andam sempre juntos!

27 de ago. de 2015

MUSICOTERAPIA NO II EUROPEAN CONGRESS FOR SOCIAL PSYCHIATRY





II European Congress for Social Psychiatry, co-patrocinado pela Associação Mundial de Psiquiatria Social (WASP) e sob o patrocínio da Associação Europeia de Psiquiatria (EPA),  foi realizado nos dias 01 á 03 de julho de 2015 em Genebra Suíça.

O tema principal do Congresso será Psiquiatria Social na Era da Informática, incentivando uma correlação de perspectivas clínicas e de pesquisa em vários níveis de entendimento e de ação, desde a prevenção ao tratamento.

Peritos europeus de renome no campo vai dar palestras convidadas, bem como os principais simpósios e workshops.

Os palestrantes com a maioria psiquiatras e psiquiatras da união europeia, como da Índia,  falando sobre as ações de uma equipe multidisciplinar para a melhor qualidade de vida aos que estão em sofrimento psíquico. Os tratamentos mesmo após a reforma psiquiátrica, ter sido iniciada da Europa,  estão centralizados em hospitais e atendimentos particulares, nas mãos dos médicos psiquiatras, para assim o pacientes poder realizar outras atividades como tratamentos sem medicações .

Houve a participação da psicóloga Sonia Alberti da UFRJ do Brasil, em uma explanação oral, sobre a atuação da psicoterapia em um CAPS no Rio de Janeiro.

A Musicoterapeuta Ludmila Christina S. Poyares juntamente com a fonoaudióloga estiveram presentes no congresso para apresentarem três posters , sobre suas atuações na saúde mental em São Paulo.

Os trabalhos foram:
1 "The singing breaks barrers to the ones who live under the stigma of psychological distress" [Autores: Ludmila Christina Simões Poyares e Dra. Maria Rita (psiquiatra do CAPS Itapeva)]; 
2  "Adding music therapy and speech therapy to those who are in psychological distress" [Autores: Ludmila C. S. Poyares (Musicoterapeuta), Chang Liang Hui (Fonoaudiólog) e o Dr. Alberto A. Reis (professor e psicologo, como responsável do Laboratório de Saúde Mental Coletiva - LASAMEC da Faculdade de Saúde Pública da USP)];
3  "Rehabilitation Center Hospital Dia, Institute the Psychiatry of the University of São Paulo - Faculty of Medicine - São Paulo, Brazil (CRHD IPQ - HDFMUSP)" [Autores: Ludmila C. S. Poyares e o Dr. Renato Del Sant (diretor e psiquaitra do CRH do Instituto de Psiquiatria FMUSP)].


"Quando estava montando os posteres em seus cavaletes, os participantes já nos perguntavam como era o nosso trabalho e em que site estava as nossas publicações." relata Ludmila Poyares.




II European Congress for Social Psychiatry

25 de ago. de 2015

Miguelito escreve uma carta para Mafalda




Miguelito escreve uma carta para Mafalda

"En este dia tan especial me acordé de tu cumpleaños...Cómo pasa el tiempo! Nacimos en el corazón de um país que soñaba. Cuántas utopias! Cuántas deseos de crer, de mejorar las cosas!
Nos tocó convivir con un tiempo de hombres creativos: Luther King, Che Guevara, Juan XXIII, John Kennedy; nos trasmitieron el sentido de la justicia, el valor de los sentimientos, la maravilhosa aventura de pensar con la propria cabreza...
Ayer me perguntaba por nuestra amiga Libertad, auqella pequeñita que un dia encontraste en una playa, no me acuerdo si era Santa Teresita o Mar del Tuyú, me acuerdo todavía cuando la presentaste a tus padres...Era vivaracha y quemadita por el sol de febrero. Dónde vive Libertad? Es verdad que la mataron durante la dictadura? Dicen que la torturaron y su cuerpo desapareció en Rio de la Plata...Me cesta pensar que se murieron sus sueños. Y si vive? Estará filosofando sobre la fragilidad de las cosas y el sentido de la vida? Qué fue de susanita? Se casó? Pudo realizar su vocación ser madre? La imagino vivendo en alguna ciudad de provincia, paseando del brazo del marido (un hombre bajo y calvo) en una tarde de verano, contenta con sus hijos y cuidando el primer nieto, realizada como tantas comunes mujeres...
Supe de Manolito, que perdió sus ahorros durante el corralito y no soportó tanta crisis. Los últimos días lo vieron cabizbajo, murmurando palabras incoherentes, abandonado como un mendigo en una estación de trenes, triste y abatido como tantos...
Sé que Felipe vive en La Habana, que probó con el cine, que tiene un taxi y que habla a los turistas de Fidel y de la revolución con el mismo entusiasmo de cuando vivía en Buenos Aires...
A Guille, tu hermano, lo escuché tocar, hace poco, en la Scala de Milano. Vive en Ginebra, nunca se arrepiente de haber emigrado en los últimos anõs de Alfonsín, me contó que es feliz con su nueva pareja...
Y vos, querida amiga, cómo estás? Hace tanto tiempo que no tengo noticias tuyas. Sé, por otros, que seguís escuchando la radio, que lees los diarios del mundo, que te duele el Irak como te dlía Vietnam, sé que trabajas para la FAO por los pueblos del hambre, que estás indignada por la prepotencia de Bush. Me llegó tu pedido para juntar medicinas para los Médicos sin Fronteras, sé que siguen las reuniones en tu casa de Paris, que estás confundida, inquieta y preocupada por el futuro del mundo...
En fin, Mafalda, sé lo suficiente como para saber que seguís viva, viva en el alma, niña como siempre...De parte mía sigo escribiendo siempre, en el valor de la sinceridad, perdiendo oportunidades por manifestar mis ideas. Algunos días estoy triste y deprimido, pero puede siempre más la alegría que la tristeza...El mundo no mejoró mucho desde la época en que vivíamos juntos en nuestra paria. A veces, cuando miro el globo terráqueo encuentro tu mirada, pienso en todos aquellos que lo miran como vos, en los ojos de los que protestan, de los que no se conforman, y de los que viven en la atmósfera del optimismo y de la justicia...Esos ojos, junto a los míos, te desean un buen día, querida amiga, por otros 40 años tan intensos y jóvenes como los que has vivido.

Un beso grande de tu amigo que te quiere como siempre.
Miguelito"

Retirado do livro Utopías- relatos de un sintiempo da Musicoterapeuta Patricia Pellizzari.




17 de mai. de 2015

MUSICOTERAPIA NA SAÚDE MENTAL


A música e seus elementos sonoros são compostos pela junção de várias notas, sons, ruídos e silêncios (pausas), elementos esses que a Musicoterapia utiliza como objeto terapêutico facilitador, que ressoa com os ritmos inatos. Ritmos estes que produzem uma sonorização interna individual, pulsação cardíaca, por exemplo. Assim a música se apresenta como expressão singular em sua dupla dimensão externa e interna, tendo um papel de suma relevância, por constituir-se como um elo entre o mundo interno do paciente e a realidade que o cerca. Com essa singularidade, potenciais criativos podem ser desenvolvidos através da linguagem sonora, reestruturando-se a subjetividade, a autonomia e a cidadania.

O musicoterapeuta trata o individuo por meio da música interna e externa, como uma forma de expressão “normal e única” de suas emoções, seja qual for o quadro clinico que ele apresente. Pois há melodias, sons, ruídos, harmonias, consonâncias e dissonâncias que para ele são importantes e demonstram quem o sujeito é.

A música permite uma forma diferenciada de comunicação, junto a pacientes sofrendo de inibição psíquica ou presa a mecanismos psíquicos de introversão, proporcionando a eles significações e assim, a conscientização do EU. Essa conscientização é etapa fundamental para a construção autônoma do sujeito.


A importância da Musicoterapia no tratamento do sujeito que está em sofrimento psíquico é de uma atuação singular, pois por meio da arte interna onde ocorre a produção sonora através dos elementos musicais que o rodeiam, como a voz, o corpo, os instrumentos musicais e o silêncio. Desta arte, oferece-se ao sujeito a intermediação entre ele e a relação supostamente ameaçadora, além de um acolhimento, despertando, assim, o incentivo à comunicação. A música propicia o rompimento da barreira de incomunicabilidade em uma transformação e aceitação da expressão sonoro-musical, conduzindo ao encontro do Eu, modificando o contexto biopsicossocial.



10 de fev. de 2015

A Música e o seu poder Transformador


A música tem o seu poder transformador!

A atuação da Musicoterapia possibilita o uso da música de uma forma cientifica com o objeto terapêutico de melhorar o todo, em uma equipe multidisciplinar em várias áreas da saúde, educação e na assistência social.

A música não é propriedade da Musicoterapia, o que temos que diferenciar que o simplesmente tocar música é um divertimento, mas a atuação da Musicoterapia é muito mais que isto. Os procedimentos da Musicoterapia tem que ter um embasamento teórico e prático, com técnicas específicas com estudos elaborados dos teóricos especializados em cada área de execução!

A atuação cientifica da Musicoterapia vem desde o inicio da Segunda Guerra Mundial e com o reconhecimento da OMS desde1996.

A música no setting musicoterápico juntamente com os instrumentos (objeto intermediário) constituem um elo para o sujeito entre o mundo interno e a realidade que o rodeia, propiciando a abertura de canais de comunicação inconscientemente.

O inconsciente se lê e se escreve como um poema;
condições poéticas do inconsciente psíquico.
A música é a forma sonora inconsciente que transforma o Eu.

Para Winnicott, a música, assim como qualquer arte, é um fenômeno transicional, que tem a característica de pertencer concomitantemente aos mundos internos e externos, onde ocorre o fruto da imaginação, mas tem também existência na realidade. (apud Costa, 2010)

Como relata Benenzon, as experiências sonoras caracterizam-se pelos momentos vividos desde a gestação até a idade adulta, conceito este que se denomina identidade sonora (ISO). Esta identidade encontra-se em um continuo movimento inconsciente do sujeito, estruturando-se no decorrer do tempo, ajustando “um complexo som-ser humano-som” (Apud Ferari, 2010).  


“O inconsciente é a verdadeira realidade psíquica; em sua natureza mais íntima, ele nos é tão desconhecido quanto à realidade do mundo externo, e é apresentado de forma tão incompleta pelos dados da consciência quanto o mundo externo pelas comunicações de nossos órgãos sensoriais”. Freud.



29 de out. de 2014

O Filme Capturando a Graça





O Filme Capturando a Graça





A história narra sobre um grupo de dançarinos, profissionais ou não, a estarem unidos a ajudar os que estão diagnosticados com Parkinson a explorarem os movimentos corporais por meio da dança, proporcionando assim a diminuição dos movimentos estereotipados (comportamento repetitivo motor), como também demonstrar o prazer do movimento.    
 
A Doença de Parkinson (DP) é uma afecção neurológica degenerativa progressiva, caracterizada por sintomas motores como tremor de repouso, bradicinesia, rigidez muscular e instabilidade postural (ADAMS et al., 2001; TEIXEIRA; CARDOSO, 2004).


A síndrome parkinsoniana subdivide-se em formas primária (idiopática) e secundária (com etiologia infecciosa, traumática, tóxica, entre outras).  A Doença de Parkinson Idiopática (DPI) corresponde a 75% das formas da síndrome, com prevalência estimada de 100 a 200 casos por 100.000 habitantes e incidência crescente com o avançar da idade (TANNER et al, 1996; TEIVE, 1998).

Vejam no link todas as informações completas sobre o filme: http://ht.ly/DmG5c