10 de fev de 2015

A Música e o seu poder Transformador


A música tem o seu poder transformador!

A atuação da Musicoterapia possibilita o uso da música de uma forma cientifica com o objeto terapêutico de melhorar o todo, em uma equipe multidisciplinar em várias áreas da saúde, educação e na assistência social.

A música não é propriedade da Musicoterapia, o que temos que diferenciar que o simplesmente tocar música é um divertimento, mas a atuação da Musicoterapia é muito mais que isto. Os procedimentos da Musicoterapia tem que ter um embasamento teórico e prático, com técnicas específicas com estudos elaborados dos teóricos especializados em cada área de execução!

A atuação cientifica da Musicoterapia vem desde o inicio da Segunda Guerra Mundial e com o reconhecimento da OMS desde1996.

A música no setting musicoterápico juntamente com os instrumentos (objeto intermediário) constituem um elo para o sujeito entre o mundo interno e a realidade que o rodeia, propiciando a abertura de canais de comunicação inconscientemente.

O inconsciente se lê e se escreve como um poema;
condições poéticas do inconsciente psíquico.
A música é a forma sonora inconsciente que transforma o Eu.

Para Winnicott, a música, assim como qualquer arte, é um fenômeno transicional, que tem a característica de pertencer concomitantemente aos mundos internos e externos, onde ocorre o fruto da imaginação, mas tem também existência na realidade. (apud Costa, 2010)

Como relata Benenzon, as experiências sonoras caracterizam-se pelos momentos vividos desde a gestação até a idade adulta, conceito este que se denomina identidade sonora (ISO). Esta identidade encontra-se em um continuo movimento inconsciente do sujeito, estruturando-se no decorrer do tempo, ajustando “um complexo som-ser humano-som” (Apud Ferari, 2010).  


“O inconsciente é a verdadeira realidade psíquica; em sua natureza mais íntima, ele nos é tão desconhecido quanto à realidade do mundo externo, e é apresentado de forma tão incompleta pelos dados da consciência quanto o mundo externo pelas comunicações de nossos órgãos sensoriais”. Freud.



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