29 de out de 2014

O Filme Capturando a Graça





O Filme Capturando a Graça





A história narra sobre um grupo de dançarinos, profissionais ou não, a estarem unidos a ajudar os que estão diagnosticados com Parkinson a explorarem os movimentos corporais por meio da dança, proporcionando assim a diminuição dos movimentos estereotipados (comportamento repetitivo motor), como também demonstrar o prazer do movimento.    
 
A Doença de Parkinson (DP) é uma afecção neurológica degenerativa progressiva, caracterizada por sintomas motores como tremor de repouso, bradicinesia, rigidez muscular e instabilidade postural (ADAMS et al., 2001; TEIXEIRA; CARDOSO, 2004).


A síndrome parkinsoniana subdivide-se em formas primária (idiopática) e secundária (com etiologia infecciosa, traumática, tóxica, entre outras).  A Doença de Parkinson Idiopática (DPI) corresponde a 75% das formas da síndrome, com prevalência estimada de 100 a 200 casos por 100.000 habitantes e incidência crescente com o avançar da idade (TANNER et al, 1996; TEIVE, 1998).

Vejam no link todas as informações completas sobre o filme: http://ht.ly/DmG5c


28 de set de 2014

Seminário Nacional Música e Saúde




O Seminário foi realizado nos dias 12 a 14 de Setembro em comemoração ao Dia do Musicoterapeuta que é no dia 15/09.

O encontro teve o objetivo de expor, analisar e debater temas relacionados à cultura, saúde e o desenvolvimento humano por meio da música e de seus elementos sonoros. Com rodas de conversa, mesas redondas, exposição de trabalhos por meio de palestras e painéis com diversos temas. Os especialistas participantes foram de grandes nomes de profissionais da área da Música, Psicologia, Pedagogia, Fonoudiologia, Terapia Ocupacional, Medicina e da Musicoterapia, de vários estados e cidades do Brasil, como:

Os Musicoterapeutas Ana Carolina, Clara Piazzetta, Wanderley Jr., André Pereira Lindemberg, Ludmila C. S. Poyares, Gisele Furusava, Doralice Otaviano e Gustavo Gattino;
Os Músicos Andreson Mengatto,
A Terapeuta Ocupacional Maria Angela Barreira;
As Fonoaudiólogas Flávia Araujo e Claudia Navarro;
A Neuropediatra Déborah Kerches.
entre outros profissionais...

Foi com enorme gratidão ter participado do evento como componente de duas mesas redondas falando sobre “A inserção da música como ferramenta terapêutica em instituições da saúde e suas práticas hospitalares” e “Música, Cognição e Desenvolvimento Humano”, com grandes profissionais adquirindo experiência e conhecimentos diversos como também reencontrar profissionais e amigos tão queridos que não os via a muitos anos.

Parabenizo aos organizadores do evento Hilara Crestana e seu esposo Àriston Batista pelo grande sucesso, como também de estar agregando a este encontro e reencontro a difundir a Musicoterapia pelo Brasil.


Que venham outros Seminários!!!...

Site do evento: http://www.musicasaude.com.br/

Albuns do evento: 

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.272497782949961.1073741837.173176459548761&type=3

https://www.facebook.com/musicasaude?fref=ts




31 de ago de 2014

14º World Congress of Music Therapy 2014 - Krems an der Donau - Austrian





O Congresso Mundial de Musicoterapia foi realizado em julho na cidade de Krems an der Donau – Áustria

O evento reuniu mais de 1200 participantes contando com profissionais, estudantes e simpatizantes da musicoterapia sendo estes de 45 diferentes países, nos dias 7 a 12 de julho na “IMC University of Applied Sciences Krems”.

O Brasil esteve representado tanto em apresentações orais, pôsteres e sessões intituladas “spotlight sessions” (as quais eram destinadas a todos os paticipantes do congresso onde os musicoterapeutas Lia Rejane M. Barcelos fala sobre “As diversas tradições e culturas” e Renato T. Sampaio apresenta sobre “Pesquisas em Musicoterapia”). Havendo também no congresso maior adesão dos grandes nomes da musicoterapia internacional como Cheryl Dileo, Amelia Oldfield, Kenneth Aigen, Brynjulf Stige, Diego Shapira, Raquel Siqueira e Claudia Zanini.

Foi gratificante estar participando pela primeira vez do Congresso Mundial, onde adquiri conhecimentos dede a diversidade cultural como as perspectivas de pesquisas e atuações na musicoterapia pelo mundo. Evidenciando no caderno de programação um número muito grande de trabalhos sendo expostos e explanados sobre o mesmo tema que ocorriam nos mesmos horários, dificultando a participação.

Houve também o anuncio da nova diretoria da World Federation of Music Therapy de 2014 a 2017.

Presidente: Amy Clements-Cortes
Comissão: *Educação e Formação – Dra. Sumathy Sundar
                  *Prática Clínica – Dr. Daniel B. Tague
                  *Publicações – Dra. Melissa Mercadal-Brotons
                   *Intervenção na Crise Global – Dra. Genne Ann Behrens
                   *Acreditação e Certificação – Dra. Dena Register
                   *Pesquisa e Ética – Dra. Claudia Zanini
                   *Relações Públicas – Ms. Rose Fienman
                   *Organizador do Congresso Mundial – Ms. Michiko Kato




Como também foi anunciado que em 2017 haverá o nosso próximo Congresso Mundial no Japão, que se realizará no mês de julho.

As palavras do musicoterapeuta Gustavo Gattino, são as minhas palavras “Conforme a frase do colega argentino Gabriel Federico, o ano de congresso mundial é algo muito especial. No meu caso, é como uma copa do mundo ou uma olimpíada pela reunião de tantos países em uma única causa apenas, só que ao invés do esporte as pessoas estão conectadas pela musicoaterapia. Posso dizer que participar de um mundial vale cada centavo guardado e cada economia realizada. Incentivo a todos os estudantes e profissionais para que pensem seriamente nesta possibilidade. É uma oportunidade de compartilhar, ouvir, aprender e celebrar. Muito obrigado a todos os colegas que celebraram junto comigo durante o congresso e espero poder revê-los no Japão em 2017.” (sic)

clique no link a baixo e veja o vídeo:



Abraços e espero conhece-los também no próximo Congresso Mundial de Musicoterapia!


   

10 de mai de 2014

MUSICOTERAPIA - "A SINFONIA DA VIDA"





"A Sinfonia da Vida" demonstra nitidamente que o ser humano possui uma música individual que já é produzida dede o feto. 
Quando digo aos meus pacientes, durante as sessões de musicoterapia, que o que estamos vivenciando é a produção sonora de quem e o que somos, estamos compondo a orquestra da nossa vida!....

Som é uma oscilação mecânica, que compreende perturbações no ambiente, na forma de ondas, que vibram a qualquer partícula elementar do universo e são percebidas através das alterações na pressão atmosférica. São capazes de estimular o sistema auditivo e corporal, com uma ocorrência repetida dentro de uma certa freqüência, “A vibração é uma característica física” (Wisnik, 2001; Lent, 2005; Carrer, 2007).
O som se propaga, em maior velocidade, nos meios sólidos, e é um sinal que passa através da matéria modificando-a e inscrevendo nela, de uma forma fugaz, o seu desenho. Ao se emitir um som contínuo, a quantidade de energia sonora ocorre em inúmeros ciclos de variação de amplitude, mantendo-se constante, representando a densidade de
partículas em movimento.
Com o aumento na intensidade do som, as vibrações produzem as chamadas ondas sonoras (Lent, 2005). Essas vibrações têm uma grande influência no ser humano, tanto do ponto de vista físico, por meio das ondas sonoras de baixa freqüência, que penetram no corpo através da pele, quanto aos efeitos psíquicos provocados pelo repertório musical e pelas vibrações sonoras, selecionadas para a aplicação das práticas musicoterapêuticas (Wisnik, 2001; Carrer, 2007).
As vibrações percebidas são capazes de estimular o sistema auditivo, provocando uma percepção auditiva, como tons, ritmos, timbre de diversos instrumentos (Lent, 2005). Os tons das escalas musicais são frequências que diferem por intervalos musicais determinados, segundo as preferências culturais de cada povo e de cada época histórica (Carrer, 2007).
O movimento das partículas transporta e transmite a vibração que é transmitida para a atmosfera sob a forma de uma propagação ondulatória, que o nosso ouvido é capaz de captá-lo e que o cérebro a interpreta, dando-lhe configurações e sentidos. Pode-se notar também diferentes sons musicais e ruídos, embora sejam muito parecidos. Quando falamos em música, há várias ondas sonoras sobrepostas de forma organizada; já os ruídos são grupos complexos de ondas sonoras, emitidas de forma desorganizada, estranhos à nossa audição, sendo muitas vezes desagradáveis (Carrer, 2007).
Segundo Bruscia (2000), 
“a música é uma instituição humana na qual os indivíduos criam significação e beleza através do som, utilizando as artes da composição, da improvisação, da apresentação e da audição. A significação e a beleza derivam-se das relações intrínsecas criadas entre os próprios sons e das relações extrínsecas criadas entre os sons e outras formas de experiência humana. Como tal, à significação e a beleza podem ser encontradas na música propriamente dita (isto é, no objeto ou produto), no ato de criar ou experimentar a música (isto é, no processo), no músico (isto é, na pessoa) e no universo”. 










27 de abr de 2014

MODELOS TEÓRICOS DE MUSICOTERAPIA



No IX Congresso Mundial de Musicoterapia realizado em 1999 em Washington, EUA, foi reconhecido pela comunidade de musicoterapeutas de todo o mundo, cinco modelos teóricos.

* Modelo Nordoff Robbins (improvisação criativa), orientação na psicologia humanista, desenvolvida pelo músico Paul Nordoff e o educador Clive Robbins, 1960, nos EUA e Inglaterra;
* Modelo GIM (imagens guiadas e música), orientação na psicologia humanista, criado pela musicista Helen Bonny, 1960, nos EUA;
* Modelo de Musicoterapia Analítica, sistematizado por Mary Priestley, 1960, na Inglaterra;
* Modelo Benenzon, fundamentado na psicanálise, psiquiatra Dr. Rolando Benenzon, 1960;
* Modelo de Musicoterapia Behaviorista, sistematizado por Clifford Madsen, 1970, nos EUA.


O Modelo Nordoff Robbins foi constituída, nos anos 1976-1977. Musicoterapia Criativa e de improvisação, é o modelo de improvisação musical que estabelece entre o paciente e o terapeuta com vários instrumentos ou o cantar de uma música, para pacientes com condições neurológicas e nas funções vitais . A terapia criativa é um evento interpessoal que leva em conta não apenas o tipo de paciente tratado, mas também a personalidade do terapeuta, fazendo uma improvisação "bilateral", que inclui tanto o paciente quanto o terapeuta.

O Modelo GIM iniciou nos anos 70, por Bonny Helen Em 1972, o mesmo fundou o " Instituto de Consciusness e Música ", começando formar terapeutas de música para trabalhar com este modelo. Os mesmos trabalha principalmente com: a capacidade de provocar tanto a sinestesia musical como "estados alterados de consciência " ou "uso da música para alcançar níveis extraordinários de consciência humana ".

O Modelo Analítico de Musicoterapia, Mary Priestley, é considerada a fundadora  em 1975. A Musicoterapia Analítica tem o uso analítico e simbólico da música através da improvisação pelo musicoterapeuta e paciente. Ele é usado como uma ferramenta criativa com que o paciente explora sua própria vida, ao mesmo tempo que fornece os meios para crescer e aumentar a sua auto- conhecimento.

O Modelo Benenzon foi criado em 1965, considera objetivo fundamental produzir estados regressivos e aberturas de canal a estes níveis em pacientes, realizadas pelos novos canais de comunicação, o processo de recuperação. Estendendo-se de fontes de emissão de som, a natureza, o corpo humano, instrumentos musicais, eletrônica, meio ambiente , o caminho das vibrações acústicas com as suas leis , os órgãos receptores desses sons , compreendendo impressão e a percepção no sistema nervoso e todas as implicações biológicas e psicológicas para o desenvolvimento da resposta que contém o complexo uma vez que é uma fonte de encorajamento.


O Modelo Beheviorista, formado em 1975, Clifford Madsen é considerado o fundador, o modelo sustenta que a música por si só é um operador condicionado reforço ao comportamento alterado. O impacto da experiência musical é observável e mensurável, pela relação de causa/efeito entre a música e o comportamento. A musicoterapia, neste modelo deve usar a análise comportamental e propor programas de tratamento individualizado para atender as necessidades das pessoas.






4 de mar de 2014

MUSICOTERAPIA NO "THE NEW YORK TIMES"


Reportagem feita no “The New York Times” sobre os trabalhadores de saúde mental e pacientes psiquiátricos no Rio de Janeiro que organizam um bloco de Carnaval para promover intervenção social e igualdade e aumento a conscientização sobre as questões de saúde mental .  “At Carnival, Where Challenging Normal Is the Norm - No Carnaval, Onde Desafiando normal é a norma.”


Vídeo: Carnaval evento realizado no dia 28/02/2014.


Aqui nós podemos mostrar a nossa criatividade como humanos, independentemente do estado da nossa saúde”, disse Enéas Elpidio, 45, um professor de guitarra que – como o Sr. da Silva Lisboa – recebe tratamento psiquiátrico. “Estamos pacientes mas somos capazes de criar um Carnaval fabuloso.”

O grupo – chamado “Tá Pirando, Pirado, Pirou!” (que traduz aproximadamente “Estamos em pânico, mantemos pirando!”) – começou no momento em que o Brasil foi no processo de desmantelamento do seu sistema de manicômios centenária. Uma lei aprovada em 2001 pediu ambulatorial de longo prazo de cuidados psiquiátricos para ser oferecido principalmente em centros de tratamento da comunidade. O número de tais clínicas aumentou mais cinco vezes na década seguinte, enquanto que o número de leitos hospitalares para pacientes psiquiátricos caiu 40% em todo o Brasil.

Quando saímos, estamos em sociedade”, disse Sr. Elpidio. “Estamos reivindicando o nosso lugar, simbolicamente, socialmente politicamente na sociedade e desmistificar as doenças que carregamos devido ao infortúnio ou destino ou eu não sei o quê.”

Gilson Secundino, um dos membros fundadores do bloco de carnaval e um cliente do sistema de saúde mental pública do Rio de Janeiro, surgiu com o nome “Tá Pirando, Pirado, Pirou!” para jogar no ritual anual quando chamadas pessoas normais vão à loucura nas ruas, num aceno para perfurar as fronteiras entre as doenças psiquiátricas e da vida pública.



Parabéns a todos que estão fazendo a Musicoterapia acontecer na Saúde Mental.



                      para ler a reportagem completa, clique na imagem